ALAN MOORE     Senhor do Caos  /   Lord of Chaos
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Entrevistas  /  Interviews


Um admirador e estudioso da "obra mooriana" quase tão extremista quanto eu, inestimável colaborador da primeira hora e na verdade, um dos inspiradores deste site.  O gaúcho

    NERISON ANDRÉ FORSIN FRAGA

                                                                                           por José Carlos Neves

- Prezado Nérison , para iniciar faça-nos  sua apresentação: Idade, onde nasceu e cresceu, estado civil, filhos, formação acadêmica e profissional.

Tenho 30 anos, sou casado e pai de um filho. Nasci em São Luiz Gonzaga, mas moro há 15 anos em Santa Rosa, ambas cidades do interior do Rio Grande do Sul. Não possuo formação acadêmica e atualmente trabalho no setor de vendas em uma empresa atacadista.

- O quê e quando iniciou seu interesse pelos Quadrinhos?

Gosto de quadrinhos muito antes de aprender a ler, não sei ao certo o quê despertou meu interesse, mas minha lembrança mais remota é de aos quatro anos ganhar uma revista do Batman, em preto e branco, quando ainda era editada pela Ebal e me impressionar com os desenhos, a figura de Batman em si, que passava um certo medo e fascinação. Depois disto passei a pedir aos meus pais, tios e quem mais aparece na minha casa para que me presenteassem com revistas em quadrinhos. Por sorte sempre cediam às minhas insistências e com oito anos já possuía mais de cem revistas em minha coleção, o que eu considerava um verdadeiro tesouro. À partir desta idade passei a trocar minhas revistas com amigos e infelizmente hoje não possuo mais nenhum exemplar de minha 1ª coleção.

                                   BATMAN by Bill Sienkiewicz

- Na infância você lia muito, tanto HQ quanto Literatura mainstream? Pode citar autores e obras que o influenciaram?

Lia todo o tipo de quadrinhos, Turma da Mônica, Disney, super-heróis Marvel e DC, mas gostava principalmente das revistas de terror, como Tumba do Drácula, Frankstein, A Múmia e outros títulos publicados pela antiga Bloch Editores. Também gostava da revista Kripta e de outras, inclusive com muito material nacional. Foi nas páginas da revista Spektro que conheci o trabalho do artista que mais admiro no quadrinho nacional, Flávio Colin. Quanto aos livros, não sou nenhum prodígio e na minha família ninguém possui o hábito da leitura, apenas eu, então tudo o que descobri foi através de indicação de amigos ou por conta própria. Só passei a ler livros com frequência a partir dos nove, dez anos, quando li O Caso dos Dez Negrinhos de Agatha Cristhie, virei fã. No início lia principalmente literatura policial, de autores como Edgar Wallace, Chesterton, Dashiell Hammet, Raymond Chandler, Conan Doyle e Edgar Alan Poe. Depois descobri Bram Stoker, Mary Shelley, Hermann Melville e outros clássicos e  passei a ler igualmente autores de horror, Stephen King, Robert Bloch, Peter Straub, Ira Levin, estes caras. Mas entre os escritores que descobri na adolescência, o único que posso chamar de influência e que ainda leio com prazer é Edgar Alan Poe. Hoje me interesso mais por autores como Phillip K. Dick, Chuck Palahniuk, J. G. Ballard, James Ellroy, Rubem Fonseca, Bruce Sterlling, William Gibson no campo da ficção, além de Alan Moore, claro.

-Quando foi seu primeiro contato com o trabalho de Alan Moore e qual obra lhe causou algum impacto especial?

A primeira história escrita por Moore que li foi do Monstro do Pântano, Lição de Anatomia, em sua 1ª publicação, na revista Novos Titãs da Abril. Mas confesso que de início não gostei muito, não peguei o espírito da história. Como colecionava esta revista e também a revista Superamigos que depois passou a publicar as histórias do Monstro, lia as histórias e achava divertido, nada mais. Acho que eu era muito jovem pra perceber que aquele escritor estava fazendo uma revolução nas hqs. Foi somente quando li A Piada Mortal que virei fã, que percebi que ele não era apenas mais um escritor de quadrinhos.  Daí veio Watchmen que me deixou extasiado, principalmente com seu final e depois li V de Vingança, que durante muito tempo considerei superior a Watchmen.

-Qual trabalho do mago bardo de Northampton que você considera sua obra-prima e porquê?

Como Moore continua escrevendo histórias brilhantes e cada vez melhor, é muito cedo pra dizer qual é sua obra-prima definitiva. Mas entre suas obras publicadas considero From Hell como seu trabalho mais impressionante, tanto pela extensa pesquisa que o autor fez para escrever a obra (que é quase um tratado de sociologia) quanto pela sua maneira inusitada de contar a história de um personagem que virou folclore mundial sem usar de apelação, nem de violência gratuita. Fica até difícil uma classificação, é uma história policial, é uma obra de horror e é um retrato de uma época e que apesar de seu tema, passa uma idéia de realidade incrível, o que torna a obra mais assustadora ainda. E os desenhos de Eddie Campbell ajudam na impressão de que o século XX estava sendo esboçado durante aqueles eventos. É uma pena que a edição brasileira tenha perdido um pouco da qualidade  visual, devido à editora ter optado por escanear as imagens diretamente de uma revista para reduzir custos e desta forma, esconder detalhes dos desenhos de Campbell. Mas enfim, ainda assim é uma obra que merece estar presente em qualquer biblioteca.                                                        From Hell, Eddie Campbell

- O quê o motiva a buscar material de e sobre Alan Moore, e o que pretende com o mesmo?

Simplesmente gosto de ler boas histórias, com tramas e narrativas que não ofendam minha inteligência, que me façam entrar no clima e que mesmo quando termine a leitura eu fique pensando sobre a mesma. Quando uma história me “fisga”, quero saber mais sobre quem a escreveu, conhecer suas idéias, estudar seus métodos. Acredito que se você gosta de determinado autor você quer saber por quem ele foi influenciado, o que lê, como chegou a determinada idéia, e as entrevistas e artigos de Moore são tão bons e fascinantes de ler quanto suas obras, sempre levam a outros escritores, a outras conexões.

-Ao seu ver, quais foram as inovações mais importantes do autor? Especificamente sobre Watchmen e sua instigante forma narrativa – já apelidada de O Cidadaõ Kane das HQs – o que tem a nos dizer?

Acho que o maior mérito de Moore ao escrever Watchmen foi abrir a cabeça dos roteiristas de quadrinhos sobre as inúmeras possibilidades de se contar uma história, o uso de técnicas como metalinguagem, flashbacks, o próprio desenvolvimento dos personagens, etc. Sua influência continua até hoje. Pena que muitos entenderam errado e fizeram da obra um tratado, uma Bíblia a ser seguida. Como o próprio Moore disse, o mercado não precisa de um exército de Alan Moores escrevendo da mesma maneira.

-E From Hell, você acha que Moore conseguiu atingir plenamente seu intento de forjar em uma HQ o caldeirão que nos preparou o Século XX, com toda sua paranóia, conspirações, contradições, horror e beleza?

Acho que sim. É admirável como Moore conecta diversos acontecimentos desta época aparentemente sem relação e os torna possíveis. É uma obra extremamente critica, que mostra como a sociedade londrina, apesar de sua nobreza, era pobre e decrépita. Nos mostra também como são nocivas e ao mesmo tempo patéticas certas sociedades secretas, e ao final, usa de ironia pra encerrar a narrativa, como que mostrando que toda essa história não passa de uma bobagem, uma armadilha pra pegar conspiradores.

-E de Big Numbers a inacabada magnus-opus, a Teoria do Caos, os Fractais? Você acha que uma HQ tem a capacidade de abarcar tamanha complexidade e ser compreendida?

Infelizmente não li as edições lançadas, mas através de artigos publicados e entrevistas com os autores pude perceber que seria algo grandioso, que talvez seria uma obra a ser entendida posteriormente, que exigiria muito mais de quem se propusesse a lê-la. Basta ver a complexidade de seu roteiro. Talvez Bill Sienkiewicz tenha percebido isto e resolveu pular fora porquê se achou incapaz de tamanha empreitada, o que é uma pena, pois acho que talvez ela nunca seja terminada, ainda mais porquê o próprio escritor considera impossível concretiza-la com outro artista e como os dois não mais se falam, provavelmente nunca teremos o privilegio de ler esta maravilha em sua forma completa.

-Sobre as músicas e espetáculos de recitação e performances de Magia do grande mago bardo, voce tem algum conhecimento a respeito para tecer suas considerações?

Li as duas adaptações para os quadrinhos que Eddie Campbell concebeu, The Birth Caul e Snakes and Ladders. E entre as duas a que mais me tocou foi a primeira que considero como um conto em forma de quadrinhos saído de A Voz do Fogo. É uma história muito  pessoal e emocionante, mas que não fala apenas do escritor, dá pra si reconhecer em muitas situações ali. Se você a ler e não pensar em sua vida e em suas escolhas, então não pegou o espírito da história. Muita gente não sabe, mas foi idéia do desenhista adapta-la para os quadrinhos. Snakes and Ladders trata diretamente de Magia, é quadrinização de uma apresentação realizada pelo escritor para a Golden Dawn Society, ordem da qual Aleister Crowley era membro. Fala de deuses serpentes e suas relações com o DNA, também sobre o escritor Arthur Machen e outros artistas e sua relação com Londres. É uma história fascinanente, mas particularmente prefiro The Birth Caul.

-Ainda a propósito, o que você pensa da Magia?

Sou leigo, me considero mais um voyeur e acho que preciso ler muito mais pra dar uma resposta convincente. Considero mágicas as palavras, acho que qualquer pessoa que souber utilizar esta arte faz magia. Alan Moore sabe (e muito), por isto é um mago.

-Você busca as obras importadas de Alan Moore também, ou espera por versões tupiniquins? E se busca importar, tem obtido sucesso? Poderia nos dar os detalhes?

Compro tanto obras importadas quanto brasileiras, quer dizer, quando as encontro em bancas ou quando tenho algum dinheiro sobrando pra encomenda-las. Principalmente agora, se quiser ler alguma coisa do escritor, mesmo material nacional, preciso encomendar de alguma Comic Shop, pois não se encontram em banca. Como moro no interior e aqui não existem lojas especializadas, além das revistas, pago o valor equivalente a uma ou duas revistas em postagem. Geralmente encomendo da Itiban de Curitiba  ( ver Links ) porquê além das edições nacionais eles sempre possuem algum material estrangeiro do autor. Mas gostaria de ver mais obras do mago publicadas no Brasil, desde que sejam bem traduzidas e editadas como fez a editora Conrad com A Voz do Fogo, excelente trabalho. Aliás, sempre achei que esta obra jamais seria publicada por aqui e fiquei surpreso ao constatar meu engano.  Agora, se você quiser ler obras do Moore e também de outros autores que ainda não foram ou provavelmente nunca serão lançadas por aqui, os sites tipo P2P são uma excelente opção. Isto se você não se incomodar em ler as histórias no monitor do computador.  

-P2P?  Do que se trata mesmo?

Os programas P2P são os famosos programas de troca de arquivo  pela internet tipo Kazaa (www.kazaa.com) e Soulseek  (www.soulseek.com) , em que você baixa o programa pro seu 
micro, instala e quando estiver conectado, compartilha mp3 e  outros arquivos. Mas enquanto estes dois programas priorizam  música e vídeo, com apenas alguns arquivos de texto e imagem 
em PDF, existe o DC++  (http://dcplusplus.sourceforge.net/index.php?page=download) em 
que existem canais exclusivos de quadrinhos escaneados. Ali,  se consegue desde os títulos mais populares como Batman, até  edições raras, como Lost Girls e números antigos da revista 
2000 AD. Ainda se consegue séries completas como  Transmetropolitan e The Invisibles, como imagens escaneadas de  edições originais, ou seja, em inglês. Até existem vários  usuários com títulos em português, mas são poucos, o que  prioriza mesmo são as hqs originais. Somente um porém, os  grupos são muito exigentes e para compartilhar, você necessita  ter no mínimo 500mb de quadrinhos em seu HD, e em alguns casos  precisa ter no mínimo 1GB pra entrar no canal. Em todo caso,  para que você não cometa erros e seja expulso do grupo, é bom  que leia as regras do mesmo, pois não é raro acontecerem  expulsões, pois como disse, os moderadores são bastante  exigentes e muitas vezes chegam a ser grosseiros. Caso queira 
mais informações, acesse o link  http://marvelvc.com.br/forum/viewtopic.php?t=8701 do fórum 
Multiverso Bate Boc@ que explica como usar o programa e indica  os canais de quadrinhos.

-Em rápidas pinceladas, apresente-nos suas considerações sobre as seguintes obras, caso as tenha lido: Brought to Light, A Small Killing, The Birth Caul e Snakes and Ladders.

Brought to Light não li, mas está na minha lista de prioridades, além de Big Numbers e A Small Killing. Sobre as outras já as comentei em resposta  anterior. 

-E o livro “A Voz do Fogo”, se o leu, o que tem a nos dizer a respeito?

Posso estar enganado, mas From Hell, The Birth Caul, Snakes and Ladders e A Voz do Fogo se conectam, quer dizer, todas falam de magia, cidades e pessoas. Na época em que Moore concluiu V de Vingança, escreveu uma introdução execrando a Inglaterra e sua vontade de deixar o país, mas logo começou a escrever Big Numbers, que fala de Northampton, sua cidade natal. Não concluiu esta obra, mas acho que ela foi o embrião para as obras que citei acima. Os contos de A Voz do Fogo mostram que Moore é bom não somente nos quadrinhos e que pode muito bem transitar entre as duas mídias. Acho que seu próximo romance, A Grammar, será superior à A Voz do Fogo.

-Sobre o atual estágio dos Comics no mundo, qual o futuro que voce antevê para a Nona Arte?

Acho que o mangá, os quadrinhos japoneses, tomou conta. Até mesmo as grandes editoras americanas publicam alguma coisa de ou influenciada pelo mangá. Apesar de não ser meu estilo de quadrinhos favorito, acho que o gênero tem algumas obras interessantes como Lobo Solitário, Crying Freeman, Akira e mais recentemente Vagabond. Tirando material do Moore, Warren Ellis e Grant Morrison, atualmente leio pouco quadrinhos. Gostei muito de 100 Balas do Brian Azzarello e gostaria de ler mais material de artistas europeus, como os álbuns que a Devir está publicando no Brasil, mas os preços são salgados demais. 

-E no Brasil?

Se você estiver falando das editoras que publicam material estrangeiro, acho que nunca tivemos tanta variedade publicada no Brasil, o que por um lado é bom. Mas por outro o que se encontra em bancas é somente publicações da Mythos, Panini, Conrad e JBC. Ou seja, somente super-heróis DC e Marvel, fumettis e mangás. Os títulos mais interessantes de autores como Alan Moore, Neil Gaiman, Warren Ellis e Grant Morrison, publicados pelas editoras Brainstore e Opera Graphica, estão disponíveis somente em lojas especializadas. Mesmo que seja relativamente fácil encomendar estas obras, tira um pouco o prazer de ir até uma banca, comprar e ler a revista no mesmo dia. Pelo menos é o meu caso, que moro no interior. Mas entendo que é somente  estas editoras que conseguem publicar este material no Brasil, mesmo que às vezes o preço beire ao inviável.

-O quê você acha que pode explicar o atraso brasileiro em relação, não digo aos EUA, mas à Europa, por exemplo, no que concerne a álbuns de qualidade (salvo raras exceções, é claro, como os de Mutarelli, Mestre Shima, Mozart Couto e uns poucos outros abnegados)?

Acho que visamos muito o mercado americano, quando deveríamos olhar pra outros exemplos de mercado, como o da Itália, em que os Fumetti, originais de lá, vendem mais que material da Marvel ou DC e têm até suas estrelas, como Dylan Dog. Isto sem contar Tex, que é publicado por lá há mais de cinqüenta anos e que também faz sucesso no Brasil. Mas acho que a maior deficiência do Brasil são roteiristas, não que não existam bons exemplos, nomes como Gian Danton, André Diniz, Antônio Éder e ABS Moraes estão aí pra provar isto. Outro dia li, graças ao site www.nonaarte.com.br , a que considero ser a melhor história de super-herói já escrita por um brasileiro, A Insólita Família Titã, de Gian Danton e Benê Nascimento e a recomendo pra todo mundo que aprecia boas histórias e não têm preconceito quanto ao autor não ser americano ou inglês. Aliás, este é outro fator, o preconceito. Outro dia li em uma lista de discussão sobre quadrinhos os participantes malhando a revista Manticore. Ora, aquele material é excelente, muito melhor que muitas histórias da Marvel ou DC ; e na mesma lista, em outro tópico, os mesmos leitores comentando que as editoras deveriam abrir espaço para os artistas brasileiros mostrarem seus trabalhos. Isto é uma contradição, se os leitores querem ver brasileiros escrevendo boas revistas, é preciso valorizar as poucas histórias boas publicadas no Brasil, mesmo que elas não falem de super-heróis ou copiem o estilo mangá. Quer exemplo de onde encontrar boas histórias escritas e desenhadas por brasileiros? Acesse o site da Nonaarte.

-O quê, ao seu ver, poderia ser feito para mudar para melhor este quadro?

O que o André Diniz está fazendo com o site Nonaarte, metendo a cara, aproveitando o espaço que tem disponível e que não custa quase nada pra publicar, a Internet. Como disse, se alguém quer ler boas histórias de excelentes artistas brasileiros, esse é o lugar. Também é louvável o que Fábio Yabu está fazendo com o Combo Rangers, buscando atingir o público infanto-juvenil. Outro exemplo de sucesso totalmente brasileiro é Holy Avenger, da Editora Talismã, escrita por Marcelo Cassaro e que agora está lançando material pela Editora Mythos. Torço pra este seja apenas o começo e que possamos ver mais obras de brasileiros nas bancas e que de preferência, de um jeito brasileiro. 

-E, finalizando, as suas críticas sinceras ao nosso modesto Site e sugestões para aperfeiçoá-lo.

Acho o conteúdo excelente, mas deveria ter mais artigos e entrevistas traduzidos, para que novos fãs que não lêem inglês possam conhecer mais sobre este grande escritor, seus parceiros e suas influências.

-Obrigado, Amigo.Aos poucos tudo que está em inglês deverá ser traduzido devidamente. O problema é a falta de tempo mesmo, pois faço  sozinho tudo no Site. E a opção por publicar o material em Ingles foi compulsória por dois motivos principais: 1 - Quase não temos textos acadêmicos e críticos em Portugues - as editoras e muitos dos autores que contato, às vezes nem se dignam a responder, como eu já devia estar acostumado, nos quase 15 anos militando com o mano Cerito à frente do fanzine Hiperespaço ( www.hiperhistória.hpg.com.br)

(Aliás, uma estória que sempre conto é que, quando construía minhas maquetes de naves espaciais, numa inacreditável época sem Internet, enviei uma carta à Industrial Light & Magic, a famosa ILM de George Lucas, o criador de Guerra nas Estrelas. Logo depois recebi um envelopão timbrado, tipo plástico-bolha, do próprio Chefe de Modelismo, Lorne Peterson, com fotos originais, carta de próprio punho, pequenos desenhos esquemáticos e até uma mancha de tinta da cor original de uma determinada nave que eu estava construindo...- veja em www.josecn.hpg.ig.com.br/construindo nave  executor.htm -  Enquanto isto, as centenas de cartas que eu enviava às redaçoes das parcas publicações comerciais tupiniquins, às filiais dos grandes estúdio de cinema,etç, não mereciam nenhuma atenção. Precisa desabafar mais? ; 2 - Além de todos os parceiros de Moore serem estrangeiros, os próprios interessados em sua obra, no mundo inteiro, sabendo Inglês, acessarão o site,  abrindo-nos muito mas espaço (importantíssimo!) para conseguir novos materiais e, num feedback ao contrário, também divulgar-mos os nossos artistas, escritores, roteiristas, críticos etç.

Eu é que agradeço a oportunidade. Achei muito interessante sua iniciativa em entrevistar fãs do trabalho de Moore. Um abraço.