ALAN MOORE     Senhor do Caos  /   Lord of Chaos
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Entrevistas  /  Interviews


ROTEIRISTA, AMANTE DAS HQs E EDITOR- “HISTORIETA”-                     OSCAR CHRISTIANO KERN

                                                                                             por José Carlos Neves

            Os Pampas gaúchos são  mesmo prolíficos em amantes da Nona Arte; foi ali, na capital do Rio Grande,tchê, que, em 1978 foi lançado o primeiro fanzine tupiniquim sobre  Quadrinhos, o aclamado, valoroso e insubstituível HISTORIETA.

           Quando, há priscas eras, eu comecei a ler praticamente através dos Quadrinhos, sempre manifestei uma atração muito grande pelos aspectos técnicos de sua produção, pelos “bastidores”, seu “making of” .Isto, num tempo que eu nem sabia o que era fanzine, o contato com outros aficionados era através de cartas quilométricas, na maioria das vezes ilustradas – verdadeiros “tesouros” que tenho em coleção ainda, com arte original de Mozart Couto, Emir Ribeiro, Watson Portela, Deodato Borges entre outros.

Foi quando descobri o HISTORIETA, o qual prontamente “assinei” e passei a aguardar cada  edição como quem espera  uma namorada que só podia se ver de quando em vez...

Pelo Historieta nutro ainda um carinho especial por ter sido nela a minha estréia como pretenso Quadrinista, com “Bem Vindo `a Terra!”; e como “uma coisa puxa  outra”, esse trabalho me levou a conhecer o mano Cerito, com o qual vim a lançar depois a Hiperespaço; fiz amizade com o  editor do Historieta, por intermédio  do qual vim a conhecer outros fanzineiros e quadrinistas. E depois vim a descobrir ainda que Kern, alem de fanzineiro inveterado, tinha escrito dezenas de roteiros para os iconográficos quadrinhos Disney – Tio Patinhas, Pateta, Aristogatas, Peninha e Zé carioca – este, desenhado por outro gaúcho supimpa, Renato Canini, de traço inconfundível e formador de estilo -  entre 1970 a 71.

O serviço publico como previdenciário, em Porto Alegre, garantia a Kern  poder se dar ao luxo de se dedicar `a paixão real, tendo inclusive recusado convite da própria Disney para mudar-se para São Paulo.

Ali no extremo sul, ao lado de outros gaúchos igualmente conhecidos pela paixão em comum – Aníbal Barros Cassal, “reverendo” Jorge Barwinkel, Daniel HDR, Canini... – Oscar Kern, embalado e inspirado pelas leituras principalmente de Mandrake, Fantasma e Ferdinando, desde o final da década de 30,  escrevia seus roteiros, criava seus próprios heróis (Homem-Justo, A Brigada das Selvas, etc...)e usava a nossa querida Historieta como uma verdadeira “vitrine” – denominação alias que ele gosta de dar aos fanzines – para expor tudo aquilo que ama na Nona Arte; A prova maior do que o que e´ bom tem de ser eterno,  ate´ hoje o HISTORIETA, em sua 20ª edição, circula pelas mãos de quase uma centena de abnegados e verdadeiros privilegiados.

Conosco, Oscar Christiano Kern.

  -Kern, ( o sobrenome é de origem germânica?) por favor, idade, estado civil, filhos, formação acadêmica e profissional.

Vim de alemães, suiços, holandeses e portugueses.  68 anos (êste ano, deverei chegar à idade erótica), casado quatro filhos (two girls and two boys - e aí termina meu  inglês).

Estudei até o Ginasial (não sei a quê corresponde hoje), e com 16 anos entrei para a Previdência Social, onde, tal como Stanislaw Ponte Preta, vivia de expedientes (os expedientes na repartição, claro).                      

-O quê e quando iniciou seu interesse pela Literatura, Quadrinhos e Cultura Pop em geral? Na infância você lia muito, tanto HQ quanto Literatura mainstream? Pode citar autores e obras que o influenciaram?

Eu morava em Esteio/RS, e meu tio Augusto (coloquei foto dele em Cartas e Mercado da Historieta/15) em Porto  Alegre.  Sempre que vinha nos visitar, nos fins de semana, ele trazia umas revistinhas diferentes, repletas de histórias profusamente ilustradas, chamadas Suplemento Juvenil, Mirim, Gibí, O Globo Juvenil.  Eu ainda não sabia ler, e isso se tornou tarefa de minha mãe.

Mas eu passava o dia com as revistas, juntando letrinhas e fazendo perguntas à minha mãe.

De determinado dia em diante, já sabia ler.

Em seguida, enveredei pela Coleção Terramarear, livros policiais, com o tempo literatura brasileira, todo Machado de Assis, Jorge Amado, Bertrand Russel, Mark Twain, Caio Prado Junior, Somerset Maughan, Pitigrilli,  tudo...

-Você me revelou que os Quadrinhos chegam a ser um vicio físico, que você adorava sentir o cheiro novo das revistas das saudosa EBAL, que embalou tantos de nossos sonhos da infância. Eu também fui um “viciado”, de colecionar as famosas “Noticias em Quadrinhos” – seriam as precursoras aqui dos fanzines? --, o “ABC das Historias em Quadrinhos” ,”Cronologia HQ” a as “Cartas dos Leitores” das revistas da editora da “Av. general Almerio de Moura,302/320, Rio de Janeiro-Guanabara” (e´, ainda era assim quando começou...) Você teve algum contato com algum dos irmãos-Aizen, diretores-proprietarios da EBAL?

Quando editei Historieta mimeografada, visitei a EBAL, para mostrar meu trabalho. Lá permanecí duas horas, conversando com Adolfo, Naumin e Paulo Aizen.Aizen gostou de Historieta, mas sugeriu que eu apresentasse também histórias em quadrinhos.

  -Possui a verdadeira preciosidade que foi o álbum especial, comemorativo dos 25 Anos da editora, “Chamada Geral”, no qual, no traço bonito a limpo do Eugenio Colonnese, e num acontecimento inédito quiçá em todo o mundo, se encontraram todos os “heróis da imaginação”, sem restrição de gênero (infantil, histórico, super-herói etc) a, principalmente, de direitos autorais (heróis da DC, da Marvel, de outros “sindycates” que monopolizavam o gênero na época) . Cara, quando acabei de ler aquela edição, de capa plastificada, um poster central mostrando a Ebal em tomada aérea, com todos os heróis (voando, em seus helicópteros, naves a aviões especiais,etc) chegando para a festa, a na ultima capa, o prédio da editora com as luzes já se apagando, confesso que engoli alguma coisa que não “desceu redondo”...

Foi uma bela edição, algo nunca feito por nenhuma editora.  Perdí essa revista comemorativa para os cupins.

  -Você acompanhou a saga do “primeiro herói brasileiro (da Ebal)”, O Judoka, principalmente naqueles antológicos 3 números desenhados por um tal de FHAF – Floriano Hermeto de Almeida Filho, um arquiteto que amava os Quadrinhos a o estilo de decupagem cinematográfica do falecido italiano Guido “Valentina” Crepax?

Foram as três melhores edições de O Judoka, perdidas  também para os cupins.

  -A aquele concurso promovido pela Ebal, de uma edição de Quadrinhos para comemorar o “sesquicentenário de nossa Independência”, que resultou numa primorosa edição com desenhos barrocos de Luiz Antonio Novelli? Sabe do paradeiro também desse artista?

Eu tinha esse álbum.  Mas desapareceu.

Anos atrás, eu recebia muitas visitas de roteiristas, desenhistas iniciantes, gente até de outros Estados... Muitas vêzes, eu tinha de sair de minha sala para atender telefonemas, coisas afins.Comecei a notar falta de material que tinha em cima da mesa.

Como dizia o rapaz do Big Brother: "Faz parte"...

Você não procurou o nome do Novelli nas listas  telefônicas?

  -O filho dele entrou em contato e me revelou que ele mora hoje na Alemanha. Mandei um e-mail para ele e estou aguardando retorno...A as “outras” editoras, como a RGE do Fantasma/Mandrake, você sabe o nome do artista a por onde anda ele, que desenhava o saudoso Cavaleiro Negro, o Dr. Robledo?

Coitado do Cavaleiro Negro: em sua fase final, era falsificado pelo Mantovi...

  -Eu pensei que era o Aparecido Cocolete, pois ele publicou uns faroestes na HISTORIETA bem naquele gênero..O que acha do trabalho de Mike Deodato, atual campeão no desenho de super-heróis emblemáticos, da Marvel/DC?

Deodato é fora-de-série: deve entrar para a galeria dos grandes desenhistas do quadrinho americano.

Passou também por Historieta, com seu Ninja.

-E os artistas brasileiros da “velha guarda” como Jayme Cortez, Ignácio Justo , Walmir Amaral, Salatiel de Holanda, Igayara, Colin, Shima, Edmundo Rodrigues,  conheceu o trabalho deles?

GRANDES TALENTOS.  se tivesse tido grandes roteiristas, como aquele inglês... Como é o nome dele?  Moore, algo assim...

-E a “geração Vecchi/Grafipar? (Franco, Rodval Matias, Mozart Couto, Watson Portela, Olendino e tantos outros)?

Nossos desenhistas nada deixam a desejar, diversos deles  estão "lá fora", atuando a contento.  Neste momento,  Emir Ribeiro está desenhando diversas encomendas feitas  por fans americanos.

Mas, nossos autores se ressentem, mesmo, é da falta de  editores.

  -Como se iniciou profissionalmente no gênero e qual foi sua primeira atividade?

Renato "Zé Carioca" Canini sugeriu que eu escrevesse roteiros para o Grupo Disney da Editora Abril.  Depois de uma dúzia de roteiros recusados, começaram a aceitar.

  --Antes de prosseguirmos sobre seu trabalho, você sabe que neste site, tudo praticamente gira em torno do cultuado autor e roteirista inglês Alan Moore. Que ele foi o criador da obra  From Hell , para os Quadrinhos, depois desperdiçada  por Hollywood. E que ele,” para vencer a crise existencial dos 40 anos”, resolveu se tornar um mago. Estudou muito Aleister Crowley, Austin Osman Spare, participou de experiências e acontecimentos no mínimo  “fora-do-script”, como ele gosta de descreve-los. Você acredita na Magia, na Kabala e outros desdobramentos, ou tenta também - como o James Randi tupiniquim, Padre Oscar Quevedo - "explicar tudo à luz da Parapsicologia" ?

  A "Liga" também foi desperdiçada pelo cinema, além de receber sequências ridículas, como a colocação do Nautilus nos estreitos canais de Veneza.

Quanto à Parapsicologia, não explica tudo, não..

-Quando foi seu primeiro contato com o trabalho de Alan Moore e  qual obra lhe causou algum impacto especial?

O Monstro do Pântano foi o suficiente para constatar que a gente estava diante de um talento ímpar, embora ainda não revelasse o fôlego do autor.

Mas, o grande trabalho foi Watchmen.

  -Ao seu ver, quais foram as inovações mais importantes do autor?

Especificamente sobre Watchmen e sua instigante forma narrativa – já apelidada de O Cidadaõ Kane da Nona Arte  – o que tem a nos dizer?

Moore teve a capacidade de nos convencer de que, se existissem vigilantes mascarados combatendo o crime na vida real, seriam como os vigilantes criados por ele, Dr. Manhattan à parte.

  -Continua acompanhando os fanzines? Acha que a nossa Literatura de gênero tem evoluído? Quais autores - tanto de ficção quanto de fato, ensaístas, críticos, etc -  você considera dignos de nota?

Não tenho lido fanzines, só Historieta e O Grupo Juvenil.

Muitos encerraram suas atividades.

Temos o Hiperespaço, mas aí já é uma revista alternativa.

-Qual dos  trabalhos que tem visto atualmente – HQs, ilustrações, esculturas, maquetes, etc – que  julga  pelo menos promissor?

O personagem Kario, de Jean Okada, não é só promissor, ele está pronto.  Okada consegue, com facilidade, "manter" rostos, de cena para cena e posições diferentes, e isso não é para qualquer um.

-Você acha que ainda existe espaço para super-heróis “bombados” nos Quadrinhos ou os mesmos são so mesmo “para crianças”?

  Os super-heróis podem ser usados para histórias   incomuns, sim.  Agora mesmo, temos uma HQ do Lanterna Verde Kyle Rainer (LJA n. 15) na qual dois rapazes saem  de uma boate gay e se beijam na rua.  O fato é  testemunhado por machões de plantão que saem em sua  perseguição e espancam um deles até quase à morte.   Título da história: "Intolerância".

Isso já aconteceu na vida real.

  -Por ter se interessado por Histórias em Quadrinhos em nível profissional você sofreu – ou sofre ate´ hoje – alguma espécie de preconce

ito ou discriminação? Como lida com isto?

Nenhum preconceito.  Sou um roteirista comum, de pouco fôlego, e até já me pediram autógrafos.

-Como aconteceu de você vir a escrever para os clássicos personagens Disney, tão prenhes que são da cultura norte-americana?

O Grupo Disney tinha suas regras, mas infernizavam mesmo  era os desenhistas.  O topete do Professor Pardal tinha  um padrão correto, e por aí seguia. Renato Canini sofria com isso, pois tinha traço muito  pessoal

  -Você recebia instruções – e restrições – detalhadas deles de como devia proceder a, principalmente, o que não podia se fazer? Ou tinha liberdade total de criação?

Os roteiros deviam deixar espaço para o desenhista  exercer sua criatividade.

  -Você é um homem inteligente, leitor e escritor de Ficção Cientifica – tenho ate hoje aquele teu “menor livro de FC do mundo”, sobre a “invasão  das formigas” (bom destacar que e´ o menor no sentido físico mesmo!). Alguma vez se preocupou com os aspectos ideológicos dos quadrinhos-Disney a sua influencia na formação de nossa juventude de então? – como pesquisou e expôs minuciosamente os autores  Ariel Dorfmann e Armand Marttelart  no seu seminal “Para ler o Pato Donald” -  e´ um mundo estéril,  assexuado (todo mundo é tio ou sobrinho, não temos pais nem filhos...), de regras fixas e invioláveis, maniqueístas até (Tio Patinhas sempre será milionário, mesmo que não trabalhe; Gastão sempre será o sortudo, mesmo que nada faça; Donald sempre será o proverbial “perdedor” ainda que se esforce para reverter sua sina, e por ai vai...). Gostaria de ouvir você sobre isto, mesmo sabendo que hoje a sua, a nossa visão, é completamente diferente de então...

  Bom.  Tio Patinhas trabalha, sim.  Em diversas histórias, ele aparece como editor do jornal "A Patada",  e em outras, ele, Donald & Sobrinhos viajavam para inspecionar investimentos.

Em outras, é mostrado como ele, jovem pobretão, sai a garimpar, até encontrar sua Moeda n. 1, ponto de partida para sua fortuna. Donald é um perdedor, sim, mas... quem não é?

Um colega meu era um "Gastão". Vivia ganhando bons prêmios em loterias, e quase toda semana ganhava no Prado.

-É, como diz Alan Moore, a vida à nossa volta – e a nossa própria – é muito mais fantástica do que possa imaginar qualquer vã ficção...No pré-histórico “pre-internet”, nos trocamos maciça correspondência e se não mel falha a memória, você me enviou um roteiro do seu Homem-Justo para eu quadrinizar. Julguei o material bastante promissor, uma estória com algo a dizer, com um roteiro bem trabalhado, coisa rara então (e muitas vezes ate´ hoje...). Nos conte a gênese desse projeto, motivações, repercussão, etc

Remetí roteiros do Homem Justo a diversos desenhistas, que, por razões diversas, não chegaram a ser desenhados.

Um desenhista pedia um roteiro toda semana, até que escrevi e remetí um - e ele nunca mais voltou.

Eu tencionava, com o Homem Justo, seguir um estilo "Spirit", no qual contar histórias diversas, muitas  vêzes com pouca participação de herói.

Mas não dá para se fazer HQ sem desenhista e sem editora, e o Homem Justo foi desaparecendo...

  -Idem para a “Brigada das Selvas” – a falando nela, sabe do paradeiro do excelente desenhista da serie, Ailton Elias (foi visível o amadurecimento dele como artista a cada seqüência da sua estória....) Você recebeu algum apoio digamos assim, oficial, para uma serie tão cheia de brasilidade, revelando o trabalho dos nossos soldados que defendem as fronteiras do Brasil nas selvas? Como foi a sua pesquisa para escrever esta verdadeira saga?

Na verdade, a Brigada das Selvas foi criada pelo A. Elias, que passou a mim o encargo dos roteiros.

Atualmente, ele está produzindo uma HQ de 100 páginas, na qual assobia e toca flauta, ou seja, escreve e desenha: "Em Busca dos Fawcett".

Ele reside em Cruz Alta / RS.

-Sei que você tem uma coleção de gibis com mais de 3 mil exemplares. Qual ou quais considera seus maiores tesouros e porque?

Meu caro, mandei construir prateleiras em uma peça nos fundos, "madeira à prova de cupins".

Vigiei vários anos, e tudo bem.  Não me preocupei mais.

Quando ví, metade de minhas edições estava transformada  em sinuosas crateras.

Hoje tenho pouca coisa, tudo moderno e reedições, bem  como uma coleção completa (28 volumes de 1200 páginas)da revista portuguesa semanal TINTIN.

-Nesta biblioteca tem também livros sobre Quadrinhos? Quais os mais interessantes e seus autores?

Livros: Alvaro de Moya, Ionaldo, Goida, Diamantino...

  -O que tem feito atualmente e quais seus novos projetos?

Continuo fazendo Historieta.  É meu melhor trabalho, por ser uma vitrine.

  -Do que você já fez, o que você considera o seu melhor trabalho e porque? Imprescindível?  Ler e escrever.  Leio Bonelli.  "Os italianos estão fazendo as HQs de aventuras que os americanos deixaram de produzir".

  -Quais foram ou são seus autores preferidos em FC a obras que o marcaram?

Autores preferidos?  Asimov (os robôs e as três leis da  Robótica), A.E. Van Vogt, Clifford D. Simak, Robert A. Heinlein.  

-Você sempre batalhou arduamente por um autêntico Quadrinho nacional. Ele existe?

O quadrinho nacional existe com Pererê, Xaxado, Mônica e Cebolinha.  Temos Laerte, Angeli.  No gênero super-herói, a Velta do Emir Ribeiro.

Mas, da HQ nacional de aventuras, só existem embriões, aqui e ali.

  -O que você acha que dificulta para o quadrinista brasileiro sobreviver de sua arte? Falta de talento ou de mercado?

Falta mercado.  Falta dinheiro.

- Você acha que  o nosso artista “se vende” quando passa a publicar no Exterior, nos EUA principalmente,  adequando-se ao estilo e mudando até mesmo de nome?

No caso específico de Deodato Filho, parece-me que seu pseudônimo foi criado por seu agente brasileiro.

 -Quais dos nossos autores você julga mais em condições de produzir uma obra de fôlego?

Nosso autor de HQ tem de canalizar seu fôlego para atividades imediatas de subsistência, e assim não nos revela até onde poderia ir no ramo dos quadrinhos.

-Como o leitor interessado pode adquirir seus Quadrinhos e livros, quais os que estão disponíveis?

Todas as Historieta s estão disponíveis, pois, sendo fanzine, é fácil pegar os originais e mandar fazer novos exemplares.

Mas Historieta é cara: 120 páginas formato ofício horizontal e capas coloridas, R$ 25,00

Com êsse dinheiro, você compra 400 páginas PANINI, coloridas...

Historietabr#yahoo.com.br

Substituam o sinal # por @

-Quais sites da web você visita com freqüência?

Visito o site www.sergiobonellieditore.it

-Qual foi a experiência mais louca que você já experimentou na vida?

  Não sou dado a loucuras...

-Militando há tanto tempo “no ramo” você pode dizer que valeu – ou vale – a pena?

Se tivesse de começar de novo, preferiria o cinema -  roteiro & direção.

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